O dia da revolta.
Tô em crise!
E não nessas crises existenciais em que quase todo dia me encontro. É crise de identidade. Não por culpa minha, mas da minha mãe. O problema é: não sei se tenho 9 ou 19 anos de idade. Se eu disser que não posso sair de casa porque tive uma briga (diga-se de passagem, muito séria) com a dona da casa, alguém acredita?
Não tem coisa que mais me irrite do que discussão com mãe. Por cumprirem esse papel, elas sempre acham que estão certas, seja qual for a situação. E ai da gente se não aceitarmos isso bem caladinha. Elas podem gritar e proibir o mundo. A gente? Fica calada. Se eu fosse uma filhinha tipo a perfeitinha Sandy (por falar nisso, um dos meus castigos é não ir pro show), ficaria quieta no meu canto, só ouvindo. Mas eu não sou, muito pelo contrário. Não consigo engolir essa idéia que a gente tem que respeitar quem é mais velho, pelo simples fato dele ter vivido mais do que a gente. Acho que independente da idade, deve haver respeito entre todas as pessoas. E com mãe não deve ser diferente. Se a gente fizer algo que elas não aprovem, metem o castigo na gente. E se elas fizerem algo que a gente não goste? A gente não gosta e pronto?
AAAAAAAH, que revolta. Tem que existir algum planeta no mundo que essa regra seja diferente. Outra coisa, depois de mil e uma proibições as mães têm o dom de falar com você como se
nada tivesse acontecido. Existe coisa mais ridícula que isso? Ai, que ódio!
É, o post de hoje não tem nada de meigo, mas ele não tem essa intenção mesmo. Se não gostou saia daqui. Aliás, o sitemeter tá me fazendo pensar muito em excluir esse blog. Não fazia idéia do quanto isso aqui era visitado. Ainda mais quando a idéia era que ele fosse 98% secreto.
Viva!
Já perdoei erros quase imperdoáveis
Tentei substituir pessoas insubstituíveis
E esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger
Já dei risada quando não podia
Fiz amigos eternos
Amei e fui amado,
Mas também já fui rejeitado,
Fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade
Já vivi de amor e fiz juras eternas
Quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos
Já liguei só para escutar uma voz
Me apaixonei por um sorriso
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
E tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe
e vencer com ousadia. Porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é "muito" pra ser insignificante.
Charlie Chaplin
Dá tanta saudade.
Chegar e ser recebida pelo nome e com um bom dia contagiante. Fazer o caminho – de sempre- do portão até à sala e ver a maioria de seus amigos no parquinho, porque “perdeu” a primeira aula. E ainda enganar o Bosco dizendo que aquele era o novo Tisc do 3º ano. Jogar adedonha nas aulas mais chatas e se empolgar em outras, como a do Markus Tavares. Levar chitão e bombons pra comer na quarta a tarde. Correr, assim que der o último toque, pra chegar primeiro no posto e conseguir uma cadeira e uma tortinha de frango. Se esconder do Armênio na casinha do parque. Inventar que tava com cólica pra perder a primeira aula. Gazear com mais um monte de gente dentro do banheiro e fazer código Morse, com o chuveirinho, junto com os meninos do banheiro ao lado. Levar cartelinhas de jogos pra brincar de passa ou repassa com as torneiras. Levar carão da Cris porque tava sentada na pia ou em pé no vaso sanitário. Ser quase suspensa com mais cinqüenta e sete pessoas, rezar pro Armênio não ligar pras mães e elas proibirem de cada um ir pro Ceará Music. Esquematizar as pescas de cada prova. Ter que assinar um boletim de ocorrência porque estava se beijando na quadra. Deitar na cantina, ouvindo música e comendo besteiras, pra assistir aos treinos dos meninos. Ficar no colégio de 7h da manhã às 9:30 da noite. Super cansativo, mas realizante. Afinal, era a nossa casa. Mais primeira do que segunda.
Essa sensação de conforto, de ser bem acolhida, de ver muito de seus amigos freqüentando o mesmo espaço e perceber que é sua casa, ainda existe quando se chega lá. Mas, querendo ou não, é diferente. É diferente quando você ouve o toque e não tem alguma sala para ir, é diferente quando alguém te vê deitado na quadra e não te mandar ir pra aula, é diferente não ser completamente um aluno Santa Cecília. E isso dói, dói tanto. Ali eu vivi minha vida toda ou parte melhor dela. Criei vínculos e aprendi valores que o tempo jamais vai tirar de mim.
E às vezes eu tenho vontade de gritar pra todo mundo ouvir o quanto isso é essencial na criação de alguém. Ninguém de fora consegue perceber que isso é o importante? Vestibular tem todos os anos. Decorar números e palavras não vai fazer com que ninguém seja um ótimo profissional, apenas te passa em uma prova que teimam em dizer que mede algum tipo inteligência. O que vale na vida é o que você conseguiu realmente aprender durante todo esse tempo. Aprender, não decorar. São os valores e não os estudos que te deixaram loucos a ponto de pensar em se matar.
"É talvez eu seja simplesmente como um sapato velho
Mas ainda sirvo se você quiser
Basta você me calçar que eu aqueço o frio dos seus pés"
Felicidade constante.
Nunca, em toda minha vida, fui tão feliz quanto estou sendo agora. Na verdade, posso até ter sido, mas foi uma felicidade sem reais fundamentos e, por isso, foi passageira. A felicidade de que falo, e sinto nesse momento, é aquela conquistada por coisas que eu fui atrás. Aquela que eu sei que deu certo por causa do meu esforço. E aquela que eu tenho certeza que somente se concretizou porque em todos os momentos eu tive Deus ao meu lado. Ao meu lado mesmo. E não lá no céu, como algo distante. Ao meu lado, vivendo junto comigo em todos os momentos, compartilhando minhas alegrias e tristezas, como o meu melhor amigo. E essa felicidade se deve toda a Ele.
Por força maior do destino eu me aproximei mais Dele e depois daí aprendi a transformar meus problemas em obstáculos mais desafiantes que eu tinha que passar, deixando todo o sofrimento de lado e multiplicando o mais que posso minhas alegrias. E pronto. Com essa fórmula, simples assim, minha vida se tornou uma seqüência de vitórias.
Se Ele é uma energia (prefiro denominar assim) que só faz bem a gente, porque não acreditar, confiar e torná-lo a base de tudo em nossas vidas? Porque não acreditar na única coisa que te traz a verdadeira felicidade? Pra que duvidar se não se tem nada a perder? Eu, sinceramente, não sei. Mas entendo, porque já agi dessa mesma forma: acreditando, mas o deixando longe de mim. Sabendo que Ele podia fazer tudo, mas não permitindo que Ele entrasse na minha vida. E foi exatamente no final de fevereiro desse ano, quando eu pensava que a vida estava totalmente perdida, que eu descobri um novo começo. Entregando minha vida nas mãos Dele, deixando que Ele fizesse o que fosse melhor pra mim, que minha vida se transformou completamente.
Não tô falando de religião, tô falando de Deus, de puro amor. Às vezes até penso que não deveriam existir religiões, já que essa é motivo para tantas discussões, brigas e até guerras. Mas, enfim, isso já é assunto para um próximo post, quem sabe.
Fiquem com Deus. Mas fiquem mesmo. O levem para os seus dias e não somente para suas noites, antes de dormir. E sinta a diferença que Ele guarda ansioso especialmente pra você.