Wednesday, September 27

“A cabeça pensa onde o pé pisa”


Em uma tarde qualquer de uma terça-feira na Unifor, escuto essa frase que me faz despertar diversos pensamentos em relação a quanto nos martirizamos bem mais do que “precisávamos” pensando nas coisas ruins que aconteceram ou que ainda vão acontecer.
Racionalmente, os nossos erros do passado devem fazer com que o sofrimento transforme-se em aprendizado, do mesmo jeito que os acertos devem fazer com que o orgulho seja substituído pelo incentivo. Mas quem disse que somos racionais? Ou pior.. quem disse que agimos com racionalidade? Muitas vezes o que prevalece é o coração, a idéia subjetiva, o desejo e o impulso.

Quanta coisa a gente faz, depois quer voltar atrás!

Daí vem o arrependimento, e não demora muito para que chegue a dor! Uma palavra tão pequena com um sofrimento tão exacerbado. Tanto sentimento contido em uma só minúscula palavra. Três letras que carregam consigo os piores momentos já vividos e, talvez, as lições mais importantes para toda a vida.

Você pode ter conquistado todos os amigos do mundo, mas jamais alguém vai fazer com que sua dor seja extinta, no máximo, amenizada durante alguns momentos. As palavras não eliminam sentimentos, apenas te confortam por um tempo limitado. Sem contar que sua dor é a mais singular possível, pois os outros somente acompanham seu sofrimento, ao contrário de você que o sente ardentemente.

Do mesmo modo que o tempo serve de aluguel para a dor, logo depois ele a carrega pra longe fazendo juntar-se com o passado. Por isso, por mais que o sentimento seja angustiante, tenha certeza que ele passará. Assim como a dor da primeira briga com o namorado passou, assim como a dor das crises de existência, assim como a dor de saber que você ficou de recuperação, assim como a dor de perder alguém muito querido, assim como a dor da saudade, assim como a dor da paixão. E não será essa que não passará.
Ela também vai passar.